Cartografia da Cultura Digital, Divulgação científica

Por mais mulheres negras, mulheres brancas e homens negros em “lives”

Ao final de um episódio 245 do excelente podcast Segurança Legal, em que participei com Raquel Saraiva (IP.Rec) e Diego Canabarro (Capítulo Brasil ISOC), ressaltou-se a importância de mais mulheres serem convidadas para videoconferências, e destaquei a relevância de ter sido convidado para falar de um tema que não fosse racismo.

Desde o início da pandemia tenho aplicado o “teste do pescoço” (conforme sugerido por Luh de Souza e Francisco Antero) nos muitos cartazes de divulgação do crescente número de “lives”: praticamente só existem pessoas negras quando o assunto central é raça. Claro que o lugar de fala de pessoas negras nesse tema é crucial, mas parte de uma postura antirracista é assegurar que não tenhamos voz apenas nessa temática. O mesmo se aplica analogicamente a mulheres e feminismo.

Vários projetos já se ocuparam de listar homens negros, mulheres brancas e especialmente mulheres negras (sugiro, por exemplo, o projeto PretaLab) igualmente competentes para tratar de qualquer assunto que seja objeto de uma conversa para a qual tenha sido convidado exclusivamente, ou majoritariamente, um conjunto de homens brancos bem sucedidos.

Em atenção ao pedido dos amigos Guilherme Goulart e Vinicius Serafim, Raquel Saraiva e eu preparamos uma lista (publicada em html), com nomes que (para além das questões de exclusão social das minorias hegemônicas) podem ser chamados para tratar dos muitos assuntos relacionados a direito e tecnologia: fake news, proteção de dados pessoais, LGPD, Marco Civil da Internet, cibercrimes, criptografia, blockchain, bitcoin, comércio eletrônico, direito autoral, inovação, inteligência artificial, big data, privacidade, liberdade de expressão, redes sociais, segurança da informação, entre muitos outros.

Aproveito para ressaltar: a lista (repito, acessível em html) é dinâmica e pode ser alterada para agregar, recolocar ou retirar qualquer nome, se a referida pessoa assim solicitar. Limita-se a indicar o perfil no Twitter ou, quando não encontrado, o perfil Instagram ou LinkedIn.

Atualização: em 14 de julho de 2020 criei uma lista no Twitter.

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